quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que me falta é coragem!

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão.


Alguém comum, sem destaques evidentes, sem cavalos brancos ou dentes perfeitos.


Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante.


Alguém com quem eu pudesse conversar sobre filosofia, literatura, música, política ou simplesmente sobre o meu dia.


Alguém a quem eu não precisasse impressionar com discursos inteligentes ou com demonstrações de segurança e autoconfiança.


Alguém que me enxergasse sem idealizações e que me achasse atraente ao acordar, de camisa amassada e sem maquiagem.


Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas.


Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras. Eu queria não precisar usá-las e ainda assim não perder o mistério ou o encanto dos primeiros dias. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse.


Alguém com quem eu pudesse aprender e ensinar sem vergonhas ou prepotências.


Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse como eu canto e que eu falo demais, alto demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada.


Alguém que me olhasse nos olhos quando fala, sem me deixar intimidada. Que não depositasse em mim a responsabilidade exclusiva de fazê-lo feliz para com isso tentar isentar-se de culpa quando fracassasse.


Alguém de quem eu não precisasse, mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo.


Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção.


Alguém educado, mas sem muitas frescuras. Engraçado e, ao mesmo tempo, levasse a vida a sério, mas não excessivamente.


Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito...“Feito para mim.” (autor desconhecido)
 
 
Ai Caramba, viu! Um texto tão claro, direto e objetivo...e tão contrário a mim!
O que me falta é essa clareza, essa coragem de dar a cara prá bater...Essa coisa de sair detrás da cortina, de se expôr, de se permitir...De experimentar, testar, tentar, ver no que vai dar!
 
O que me falta é a coragem de abrir a porta e dar o primeiro passo!  
 
 
"O que nos salva é dar um passo e outro ainda"
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pela janela da alma eu vi meu barquinho passar...

Uma semana de águas, das lágrimas que eu não derramo! Tantas coisas que eu queria poder comemorar mas que batem de frente nas que eu preciso lamentar. Bendita mania de andar na contra-mão! Tanta coisa que dói, que machuca e que feri, e detalhe: não é minha culpa dessa vez! Tô deixando baterem...!!! Uma hora para de doer, e lá sigo eu acreditando nisso diariamente. "Até quando meu deus?!?!"

Até eu me permitir lembrar que aquilo que eu prego tanto tem que me valer também.
E como eu vivo dizendo prá Linda Flor:
- Sempre que Deus fecha uma porta, ele abre duas janelas.
Uma com vista pra um lindo jardim e outra de frente pro mar!

Eu só preciso criar coragem de encarar a paisagem e abrir os olhos!


Mudando de assunto...

Ontem achei um cd de uma banda q eu nunca mais ouvi falar e que eu adorava.
Tô revivendo antigas emoções em mim...e me permiti prestar atenção em uma letra em especial.
Ana, Gleds! Essa é prá vcs, prá mim...prá todos nós!


Alma D'jem - Navios

Vivo de fazer navios
Vivo de inventar lugar                  
De por sol onde faz frio
De por lua onde tem mar
Vivo de por ilusão
Em pessoa adormecida
Que não reparou que a vida 
É mais quente do que morna
É mais morna do que fria
E se fria mesmo assim
Ainda é Maravilhosa ...
Vivo só pelos meus sonhos
Quieto pra não me acordar
Vivo de fazer navios
Pra brincar pelo teu mar!




segunda-feira, 26 de abril de 2010

Para traduzir um pensamento, uma canção!

O Conteúdo - Caetano Veloso

Deita numa cama de prego e cria fama de faquir
Não tentes fugir ao sossêgo, meu nêgo
Tu és fraco como um anjo e sabes voar
Teu gênio alegre, não fujas daqui
Todos os anos, passar pela casa dos Novos Baianos
Manos, jogar capitão
Como é bonito o Pão de Açucar visto daquele ângulo
Como é bonito o Pão de Açucar visto daquele ângulo

E aquele cara falou que é pra ver se eu não brinco
Com o ano de mil novecentos e setenta e cinco
Aquele cara na Bahia me falou que eu morreria dentro de três anos
Minha alma e meu corpo disseram : não!
E por isso eu canto essa canção - Jorge
E por isso eu canto essa canção - Jorge Ben
E por isso eu canto essa canção - Jorge Mautner
E por isso eu canto essa canção - Jorge Salomão

Jorge, Jorge, cadê você, oh Mãe de Deus?
Jorge, hoje, longe, longe, cadê vocês? Ninguém
Tudo vai bem, Jorge?
Tudo vai bem, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo

E o divino conteúdo
A íris do olho de Deus tem muitos arcos
E há muitos barcos no mar
Se fugires - não fujas - te perderás
Pra onde, pra onde, pra onde, para onde, para
onde, para onde, vais, aliás?

Tire o pé da lama tendo somente a quem te ama
Pela insistência com que chama, pela exuberância da chama
É proibido pisar na grama
Pela insistência das folhas na rama
E pela insistência da rima
Cria fama e deita-te na cama
Cria fama e deita-te na cama...


Para o menino Gleds...um afago em seu coração, mesmo que esse se sinta sozinho, ou não, em meio a multidão!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eu vou...

Eu vou desmoronar, deságuar nas águas do meu mar sem fim, mar de mim!
Vou chorar até meus olhos incharem!
Não vou me conter, não vou me poupar, vou é te perdoar!
E eu vou fazer isso hoje, vou fazer agora, e vou fazer aqui!